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Três goleiros e uma vaga: a saudável dor de cabeça do Passo Fundo Futsal

10 de Julho de 2018 - Série Prata
Três goleiros e uma vaga: a saudável dor de cabeça do Passo Fundo Futsal

Foto: Dani Freitas

A cada defesa dentro das quatro linhas, os outros dois que estão fora dela vibram como se fosse uma conquista própria – e não deixa de ser. Os conselhos, os gritos de incentivo ou mesmo o simples gesto de alcançar a garrafa d’água em alguma pausa breve da bola: o comportamento de quem está no banco de reservas não esconde a admiração e o respeito compartilhados entre os responsáveis por proteger a meta do Passo Fundo Futsal nesta temporada.

Rodrigo Zanco, Rafa Missio e Mika Klein dividem a posição e o desejo de atuar nas disputas do time pela Série Prata. Esses, contudo, não são motivos para rivalidade, pelo contrário: é justamente o espírito de coletividade que torna a escalação inicial um “problema” a ser invejado pelos outros clubes.

A rotatividade estabelecida pela comissão técnica do Passo Fundo Futsal nas partidas recentes tem um propósito: permitir que todos estejam com ritmo de jogo. Isso evita, por exemplo, que, em caso de lesão do goleiro considerado titular, o suplente cumpra sem prejuízos a sua função. Afinal, a dinâmica de jogo, como bem se sabe, é diferente da dos treinamentos.  E, nesse quesito, o mandante do Ginásio Capingui não tem do que se queixar. O bom retrospecto da equipe, atual líder da Série Prata, passa – e muito – pelas mãos deles. Ou pelos pés – caso do último jogo diante da Abelc. Rafa Missio não era o encarregado da noite de defender a meta passo-fundense. Mesmo assim, quanto foi requisitado para entrar em quadra, esbanjou capricho e precisão para assegurar o gol da vitória para a equipe da casa. Confiança no grupo é isso: saber que, a qualquer momento que precisar, o atleta estará a postos. 

O goleiro Zanco, que já foi destaque em matérias publicadas anteriormente por aqui devido à atuação segura, tem todo o carinho e respeito do torcedor. Na equipe desde a retomada do projeto, em 2014, o arqueiro conquistou, defesa após defesa, a confiança do grupo e das arquibancadas. Na rodada passada, ele não precisou mostrar serviço, mas assistiu, do banco, a estrela de Mika brilhar. E, não tenho dúvida, comemorou a boa atuação do companheiro de função. Retornando ao time nesta temporada, Mika vem ganhando oportunidades na competição. Diante da Abelc, não teve parcela alguma de responsabilidade nos três gols sofridos – frutos do mérito da equipe de Boa Vista do Buricá em aproveitar os desacertos dos anfitriões. O camisa 22, aliás, protagonizou uma defesa vital para o resultado positivo desse final de semana. A três segundos do apito final, após cobrança de lateral, a finalização adversária traçava como destino certeiro o ângulo da meta passo-fundense. Tinha tudo para ser um novo gol de empate, no último lance da noite. Mas, no meio do caminho, havia um Mika.

A chegada até o topo mais alto da tabela passa, certamente, por diversos nomes. Não é difícil, para o torcedor, elencar os jogadores que já balançaram as redes em 2018. Contudo, a qualidade técnica esbanjada na risca sob o travessão também carrega o mérito de alguém que, nem sempre, leva os louros pelo trabalho bem executado. Nos treinos, no aquecimento  e, principalmente, na atuação segura e qualificada dos arqueiros entre o primeiro e o último sinal sonoro do cronômetro: há, ali, a contribuição direta do preparador de goleiros Kleber Klein de Oliveira. Se os goleiros estão bem, isso significa o reflexo imediato da preparação qualificada. E aí, nesse caso, a dor de cabeça para escolher quem completa o elenco titular nem chega a ser incômodo – é, até mesmo, bem-vinda.

Fonte/Autor: Daniele Freitas Esporte Clube

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