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Vander, um mito com os 12 do Brasil

19 de Maio de 2020 - Geral
Foto: Divulgação

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Atravessamos a lagoa novamente para visitar o país do samba, capoeira, churrasco ou caipirinha. Porque, além dessas coisas, o que mais é típico do Brasil? Os grandes jogadores de futsal. Um deles, nascido em 25 de setembro de 1965 em São Paulo, foi Vander Carioca.

Um capitão de ouro
Vander era um centro lendário, capitão da equipe brasileira que se proclamou campeão mundial em 1992 e 1996. Ele não era muito grande ou corpulento (apenas 1'72m), mas era técnico e com uma capacidade única de marcar. Como jogador, destacou-se em clubes não menos míticos: Gercan, Sumov, Corinthians, General Motors, São Paulo ou Inpacel, com uma breve visita à Espanha em 1993 (Mitsubishi Ceuta e Ourense). 

Vamos fazer uma pausa para falar sobre esse último time que, entre 1992 e 1994, conquistou todos os títulos possíveis com uma infinidade de estrelas como Vander, Fininho, Manoel Tobías, Serginho ou Danilo Lacerda. Essa constelação foi possível graças ao grande investimento na fábrica de papel que deu nome ao clube. O resultado, em um clube que teve a base da seleção, não poderia ser outro: duas Taças, dois campeonatos continentais e uma Copa do Mundo de Clubes. Tal foi a incidência do clube indicado em 1994 entre os cinquenta melhores clubes de qualquer disciplina , em uma lista com equipes como Santos de Pelé ou o Bulls of Jordan. No entanto, tudo terminou tão rapidamente quanto chegou. 

Após a conquista do título do Paraná em 1994 (naquela época no Brasil não havia títulos nacionais sazonais, no estilo da atual LNF), Vander e seus colegas receberam a notícia fatal: em 1995, o Inpacel não participaria de nenhuma competição, deixando o Clube Arapoti, da região centro-leste, em apenas um sonho agradável.

E sim, ele ganhou uma Copa do Mundo de Clubes em sua magnífica 1994. Você sabe onde? No pavilhão Joaquín Blume de Torrejón, em frente ao local Marsanz Torrejón, World Union (EUA) e Sydney Eagles (Austrália). Lá todas as rachaduras brasileiras apareceram, lideradas por Ferretti como treinador e Vander com seu lendário '12' nas costas. 

Como capitão da seleção, com a qual jogou entre 1986 e 2000, conquistou a Copa do Mundo de 1992. Fez isso depois de derrotar os EUA por 4-1 na final. Marcou um gol. Os demais foram obra de Manoel Tobías e Jorginho (duplo). Eles vieram da derrota da Espanha na semifinal pelo mesmo resultado. Ele repetiria a conquista quatro anos depois ... Especialmente uma lembrança dolorosa para os torcedores espanhóis, já que derrotou La Roja em um Palau Sant Jordi para transbordar (15.500 espectadores) em uma final que parecia sob medida para eles. No entanto, a  equipe de Verdeamarelho  prevaleceria por 4-6 com gols de Choco, Marcio, novamente Manoel Tobías e Vander, além da dupla de Danilo. 

De capitão nacional a treinador
Finalizaría allí su exitosa etapa como jugador y asumiría el cargo de seleccionador en marzo del 2000, con el objetivo único de repetir éxito en el Mundial de Guatemala. Sustituyó en el cargo a Eustáquio Afonso Araújo, más conocido como Takão, quien llevaba casi once años en el puesto (desde julio de 1989), un hombre que conquistó dieciocho títulos de los diecinueve que disputó con su país. Su marcha daría para otro artículo, y es que Takão no fue despedido, sino que renunció al cargo para asumir la dirección del Departamento de Odontología de la UFMG (Universidad Federal de Minas Gerais). 

Vander veio com uma lista cheia de promessas jovens, nas quais apenas Fininho e Manoel Tobías repetiram os títulos anteriores. Não bastava um time que trouxe à Guatemala sua geração mais valiosa, e a Espanha removeu todos os espinhos que haviam sido pregados ao corpo nas últimas derrotas.

A posição seria efêmera , sim, já que ele logo foi substituído pelo técnico da Inpacel: Fernando Luiz Leite Cardoso, ou simplesmente Ferretti, apenas um ano e meio depois, em setembro de 2001.

Vander passou a ocupar a direção dos clubes: Uninove, Grêmio Recreativo Barueri, São Paulo ou Joinville em duas etapas. Ele fez um  impasse de  três anos para liderar a equipe feminina brasileira e conquistar o ouro com o sub-20 na América do Sul na Colômbia 2010. Depois disso, retornou aos clubes, dirigindo Magnus antes de retornar a Joinville, também conhecido como Krona Futsal ou JEC, um clube na região de Santa Catarina, no norte do país, e uma população na fronteira com 600.000 habitantes. 

O clube, fundado em 2006 (Vander foi o primeiro treinador na história do clube, apenas uma temporada) e cujo maior sucesso até seu retorno a Taça em 2011, conquistaria a tríplice coroa de Vander em 2017 : LNF, Taça e o Campeonato Catarinense, com uma equipe formada por pessoas conhecidas como Xuxa, Fernandinho ou Jackson Samurai. Ele continua até hoje, onde observa de longe o progresso de seu filho, Bruno Iacovino, que estava sob seu comando e que agora busca seu lugar na elite, depois de jogar seus primeiros minutos com a Movistar Inter. No entanto, com Bruno tendo metade dos sucessos de seu pai, ele pode ser considerado como tendo uma carreira de sucesso.

Autor: Dani López (twitter: @ gremplu )

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