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Série Prata: A um passo do título

26 de Novembro de 2018 - Série Prata
Foto: Guilherme Canal/PFF

Foto: Guilherme Canal/PFF

O primeiro e o último compromisso da temporada: no lapso entre os momentos distintos da competição, um novo reencontro. Quis o destino, a competência e a dedicação das equipes que o pontapé inicial da Série Prata 2018 fosse dado no mesmo local em que a bola girará pela última vez. Só que, desta vez, ao último soar do placar eletrônico, outro grito ecoará no Ginásio Capingui: o de “é campeão”. Ainda não se sabem quais serão as vozes que irão proferi-lo. Ainda não se sabe em quais olhos marejarão as lágrimas da vitória. O que se sabe, por enquanto, é que o encontro entre AMF e Passo Fundo Futsal será um marco histórico na biografia da modalidade no Norte Gaúcho. O primeiro passo já foi dado. O segundo, e decisivo, está por vir.

O percurso das melhores equipes da competição, já classificadas para a Liga Gaúcha 2019, é constituído de coincidências, de reencontros, de superação. É rico em detalhes que afagam o âmago do esporte, que inspiram a transpiração diária para materializar sonhos. É recontado pelos olhos e vozes de pessoas tão diferentes entre si, mas que lotam as arquibancadas com um sentimento em comum: a paixão pelo futsal. Foi assim no Jatyrão. Cerca de duas mil presenças de corpo e de alma vivenciaram o clássico regional disputado no último sábado (24), em Marau. Agora, não mais como um jogo de estreia ou de abertura do returno. Agora, como uma decisão.

A narrativa do primeiro confronto da final passa muito além do resultado registrado na súmula da partida. Perpassa os rituais que antecedem o apito inicial: do chinelo de tiras coloridas usado por Dani Ottoni antes do aquecimento à oração de Rodrigo Zanco junto à trave pouco antes de a bola rolar. Abarca o entrelaçamento das histórias que o futsal uniu: do abraço entre os técnicos Alexandre e Javali às brincadeiras pelos novos cortes de cabelo adotados pelos atletas e integrantes da comissão técnica. Ali, dentro das quatro linhas e fora do âmbito do clássico, constroem-se as crônicas que não são contadas pelas páginas de jornais nem pelas transmissões de rádio. Ali, entende-se que nunca, nunca mesmo, é só futsal.

Já com o cronômetro em contagem regressiva, o grito de gol tardou a ressonar no Ginásio. Na primeira etapa, a rede não balançou. No segundo tempo, em compensação, a bola cruzou a linha da meta sete vezes – cinco delas pelos pés de jogadores passo-fundenses. O ala Thales Borges rasurou as lembranças da última passagem não exitosa pelo Jatyrão: assinalou seu número duas vezes na súmula. Coube ao artilheiro da equipe, Romarinho, guardar o terceiro gol. Aproveitando a deixa na utilização do goleiro-linha pela AMF, que buscava com todos os recursos reverter o placar adverso, o Passo Fundo Futsal vibrou com as finalizações certeiras de Maurício Schleder e Dani Ottoni. A equipe marauense, no entanto, não desistiu do jogo. No minuto final, o camisa 10 Dionata descontou duas vezes – uma em cobrança de pênalti. Mas não havia tempo para um resultado que não fosse a vitória do time visitante. Longe dos seus domínios – ou nem tanto -, o Passo Fundo Futsal deu um passo gigantesco para conquistar a taça.

A vantagem obtida, contudo, não ilude os jogadores. Com pés no chão e sonhos no topo mais alto do pódio, eles sabem que a AMF é um adversário a ser muito respeitado. Sabem que há um novo jogo, uma nova decisão, um novo desafio. Sabem que há muito suor a ser despendido antes de qualquer comemoração. Serão quarenta longos minutos antes do encerramento da temporada – cinquenta em caso de vitória da AMF no tempo normal. Um período relativamente curto se comparado aos outros 1010 minutos superados para chegar até aqui. Mas não são quaisquer voltas dos ponteiros do relógio – ou dos números no cronômetro – que aguardam a delegação capitaneada pelo técnico Alexandre Boeira, mas as mais importantes do campeonato. E, aí, cada presença na arquibancada do Capingui será única. A partir das 20 horas do próximo sábado, o desejo de todos os torcedores da casa será que o dia no calendário coincida com o lugar ocupado pelo clube na competição: primeiro.

Fonte/Autor: Daniele Freitas Esporte Clube

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