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No sufoco, Guarani garante acesso à Série Prata

25 de Novembro de 2018 - Série Bronze

Por mais clichê que possa ser, conforme diria Galvão Bueno, o Ginásio do Itapagé foi palco na noite deste sábado, 24, de um “teste para cardíaco”. Depois da vitória fora de casa na semana passada, o Guarani/Itapagé estava com a vaga para a grande final encaminhada, porém, o Sercca não veio a Frederico Westphalen. Num jogo de tirar o fôlego, a agonia tomou conta dos milhares de torcedores presentes nas arquibancadas, que só puderam respirar aliviados faltando 19 segundos para o término da partida. Com um empate eletrizante em 2 a 2, os comandados de Jeferson Bogoni garantiram o acesso à Série Prata de 2019.

Responsável por, depois de quase duas décadas, recolocar Frederico Westphalen no cenário profissional do futsal estadual o clube da linha Boa Esperança foi empurrado por mais cerca de 1,4 mil pessoas. O grande número, entretanto, por vezes, esteve calado e os gritos da barulhenta torcida vinda de Casca faziam-se ouvidos. Depois de abrir o placar com Lukinhas, o bugre sofreu a virada e, só não foi à prorrogação, pois Halison marcou um golaço para colocar o time frederiquense como um finalista da Série Bronze do Campeonato Gaúcho de Futsal.

O resultado, garantiu o acesso de divisão e a vaga na final, entretanto, devido ao triunfo da Afucs, tirou do Guarani o direito de decidir o título da competição em seus domínios. Perdendo a melhor campanha geral para o rival seberiense, o alviverde abrirá a decisão no próximo sábado, 1º de novembro, novamente no Ginásio do Itapagé, em FW. A finalíssima será em Seberi, ainda sem data defina, mas possivelmente no dia 8.

O jogo

Nervosismo, chutes de longa distância e gritos das torcidas. A barulhenta torcida de Casca tentava entoar seus cânticos, mas era ofuscada pelas vaias dos frederiquenses, enquanto em quadra o Sercca apostava em finalizações do “meio da rua” e o Guarani tentava ditar um ritmo de posse de bola e administração do resultado. Os nervos à flor da pele, inclusive, estavam refletidos nos empurrões e entradas ríspidas dos atletas. A semifinal começou emocionante, mas fraca tecnicamente.

Aos poucos, Gian Bassani e Bilica assumiram o comando do primeiro tempo, com belas defesas e reposições de bola que deixaram o jogo franco, além de tentativas de surpreender atuando com os pés. Entretanto, coube a Lukinhas, que já havia desiquilibrado em Casca, abriu o placar para os mandantes em meados do primeiro tempo, que encerrou com vantagem alviverde: 1 a 0.

O retorno para etapa complementar, porém, foi pior do que o imaginado. Com 20 segundos, Sercca teve um pênalti a seu favor e, com firmeza, Bellebone converteu, 1 a 1. Os visitantes, então, cresceram no jogo e Gian passou a salvar o Guarani, mas não conseguiu evitar a virada quando Trave apareceu livre na área para empurrar a bola para as redes. No instante, restavam 15 minutos. Com a desvantagem no placar, o bugre frederiquense demorou para reagir e, quando conseguia criar chances, Bilica salvava.

Parecia, então, que teria prorrogação. Jeferson Bogoni resolveu arriscar e acionou Halison como “goleiro-linha”. A estratégia deu certo. Restando 25 segundos, o camisa 13 soltou uma bomba, de “bico”, de perna direita, e garantiu o empate. O gol valeu à “prata” e deu início a uma emocionante festa, numa sinergia entre quadra e arquibancada, no Ginásio do Itapagé.

Texto e Foto: O Alto Uruguai

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