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Dani Ottoni, homem de decisão

16 de Novembro de 2018 - Série Prata
Foto: Guilherme Canal

Foto: Guilherme Canal

Antes da bola rolar na quadra do Ginásio Scalabrini, em Guaporé, havia um receio: que o Passo Fundo Futsal/ Fasurgs/ Valtra Razera não fizesse um bom jogo diante da AGE, que atuava em casa e contava com apoio do torcedor. Porém, o que se viu foi uma goleada passo-fundense e uma atuação de luxo do experiente Dani Ottoni. Autor de três gols no 5×2, o camisa 11 fala sobre a semifinal, que terá sequência às 20h de sábado (17) em Passo Fundo.

Sobre o jogo da semana passada, Ottoni lembra a dificuldade encontrada em Guaporé. “O jogo foi muito disputado. Nossa equipe jogou de uma forma bem concentrada, taticamente bem-posta em quadra, dando poucas chances de gol ao adversário. No segundo tempo conseguimos ter uma forma de atuar mais agressiva. O que mais conta agora é cumprir o objetivo traçado, que é subir” diz.

No alto de seus 38 anos, Dani Ottoni correu como um guri. Fez três gols, mas não quer méritos para si. “Com relação aos gols, claro que a gente fica feliz em poder ajudar desta forma, mas outros companheiros também poderiam ter feito os gols. O importante é que a gente conseguiu desbloquear o placar e respirar no jogo, dando um balde de água fria neles. O mais importante foi a vitória, que acaba por encaminhar a classificação. Mas nada está resolvido ainda” aponta.

Classificação à final, aliás, é um tema conhecido por Dani Ottoni. Quando era jogador do Guarani de Espumoso, em 2016, esteve no plantel que subiu para a Série Ouro do ano seguinte. E ensina qual a receita do sucesso. Para ele, “o segredo é a gente não inventar em momentos decisivos. Fazer o que está certo e jogar da melhor forma possível, com alegria, relaxados e sem tensão. Não dá para sobrecarregar muito o emocional. O jogador tem que ser frio na hora da decisão”. Ainda na visão de Ottoni, “já vem batendo na trave há rês anos e está na hora do Passo Fundo chegar até a Série Ouro”.

Mescla

O grupo de jogadores do Passo Fundo Futsal tem uma característica peculiar: a mescla de jovens com os mais experientes. “Eu vejo de uma forma ideal a mescla. Isso dá um equilíbrio ao time, é normal os mais jovens terem o ímpeto agressivo, mas também é importante os mais experientes, para jogar com o regulamento e também segurar os mais jovens. O futsal exige essa mescla, acompanhado de um trabalho bem-feito” comenta.

Dia a dia corrido

Quem vê Dani Ottoni em quadra, com intensa movimentação não imagina, mas o seu dia a dia segue a mesma fórmula. Atuando em uma academia na cidade de Espumoso, Ottoni acorda cedo, às 5h30min. Cumpre horário no estabelecimento toda as manhãs e tardes. Em noites de treino do Passo Fundo Futsal, encerra o expediente às 17h e segue para o Ginásio Capingui. Posteriormente, frequenta as aulas do curso de Educação Física na Fasurgs. E então volta para Espumoso. “Na sexta-feira, como não tem treino, eu fico na academia até às 20h e vou a Passo Fundo. Durmo no Capingui mesmo ou na casa de algum jogador, como o Rafa Missio e o Maurício. Gosto muito de Passo Fundo, o povo me acolheu bem. Esqueço o cansaço com essa receptividade e tento retribuir durante os jogos” encerra.

Por Kleiton Vasconcellos/Diário da Manhã

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