Artigos / Marcio Bariviera

Ainda nŃo ganhei na Mega

07 de Maio de 2019

Somos movidos pela fé. Todo mundo, inclusive os pessimistas. Uns mais, outros menos, mas fé todo mundo tem. Mesmo que fique em um cantinho, escondida, mas ela está lá.

Falando em fé, escrevo essa crônica depois de conferir meus cartões da Mega-Sena e, óbvio, não ter acertado. Até por que, se tivesse, muito provavelmente não estaria escrevendo por estar ocupado – ou bem desocupado – em algum lugar do Caribe ou Ilhas Maldivas.

Minha colega veio perguntar se eu acreditava que pudesse ser contemplado na Mega. Falei que sim. Aí ela, insistente, questionou se eu acreditava realmente, já que a chance é de uma em sei lá quantas milhões de probabilidades. Confirmei que sim, senão a lógica indicaria que eu estaria colocando meu dinheiro fora ao realizar tal aposta. Questão de fé.

Enfim, cheguei na lotérica para fazer meu joguinho e uma fila bem considerável estava formada. Com certeza uma fila de pessoas de fé. Exceto se alguém estivesse ali para pagar algum boleto (o que não quer dizer que essa pessoa  não tivesse fé, claro).

Dois senhores que estavam na minha frente conversavam. Um deles falou que certa vez foi pagar uma parcela de seus óculos e, ao chegar na ótica, fez a proposta ao dono em tom de brincadeira para trocar o valor da parcela por seu cartão da Quina que correria naquela noite. O dono não aceitou. Adivinhe? Palavras dele, acertou o terno e ganhou cento e poucos reais, enquanto que a parcela era R$ 80,00. Falta de fé do comerciante, concorda?

Ainda no campo da fé, a turma do futsal anda bem esperançosa que a mudança de estrutura de campeonatos possa finalmente alterar o cenário, favorecendo de verdade  os clubes. É sabido que pouco ou quase nada vinha da FGFS e a opção de cada um em migrar para a nova formatação foi logicamente pensando em benefícios, senão não teria sentido.

No papel os projetos são bacanas. Já estão sendo trabalhadas ações muito possivelmente para o segundo ano (até por que a Liga precisa se estruturar primeiramente), como isenções de taxas de arbitragens, premiações em dinheiro, participação no Brasileiro de Ligas, entre outros itens que, quando estiverem efetivamente em prática, serão de grande importância para os clubes.

Seguimos acompanhando, esperando que as novidades apareçam o quanto antes. Enquanto isso vou lá fazer minha fezinha novamente. Afinal, a dita-cuja ainda está acumulada. Vai que... Né...

Marcio Bariviera

Colunista do jornal O Alto Uruguai e gerente administrativo do União Frederiquense, ambos de Frederico Westphalen-RS, além de aficionado por futsal. 

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