Artigos / Marcio Bariviera

Natal: perguntas e respostas

22 de Dezembro de 2018

Véspera de Natal. O menino, depois de observar tanta movimentação na cidade e na escola, interrogava seu pai enquanto aguardava a chegada do Papai Noel:

– Pai, será que Papai Noel existe mesmo?

– Claro que existe, filho! Se ele não existisse não viria trazer seus presentes.

– Mas parece que ele está em todos os lugares ao mesmo tempo. Como ele consegue entregar os presentes tão rápido assim?

– Ah, filho, o Papai Noel é mágico, ele consegue porque Deus o fez assim.

– Hum... Mas e por que ele não vem com as renas? Ultimamente só o vejo aparecendo em carrocerias de camionetes. Você não acha isso meio estranho?

– Elas também cansam. Aí ele precisa se virar.

– Mas ele aparece ao mesmo tempo em várias camionetes diferentes...

– Papai Noel é mágico, acabei de falar isso para você.

– E por que as luzes nos pinheirinhos, pai?

– Olha, uns dizem que no século XVII os cristãos possuíam as luzes e decidiram uni-las às árvores, enquanto que outros creditam para Thomas Edison a ideia. Sinceramente não sei.

 – E qual o motivo de elas piscarem?

– Bom, aí alguém usou a criatividade.

– Posso pedir mais uma coisa, pai?

– Claro, filho, claro.

– Por que o Papai Noel usa roupas compridas e touca se ele sempre vem no verão?

– É que ele está em todos os lugares do mundo, em países onde é quente e também onde é muito frio. Na dúvida ele usa roupas quentes para não se resfriar.

 – E por que durante uma viagem e outra ele não aproveita para trocar de roupas?

– Ah, filho, Papai Noel é muito rápido, quando vê ele já chegou. Não dá tempo.

Neste momento, junto com a mãe na porta da casa, eles são interrompidos por um buzinaço. Era Papai Noel chegando numa camionete, na carroceria. Ainda haveria tempo para mais uma pergunta até que ele descesse do veículo:

– Pai, o que não entendo é por que as renas voam e...

– Outra hora, filho, outra hora. Vai lá dar um abraço nele.

*   *   *   *   *

 Disse certa vez Lya Luft: “A gente precisa continuar acreditando: que vale a pena ser honesto, que vale a pena estudar, que vale a pena trabalhar, que é preciso construir a vida, o futuro, o caráter, a família, as amizades e os amores”.

Que nosso Natal e também nosso 2019 possam ser de corações puros igual ao menino de nossa história aí de cima. Que os bons fluídos tomem conta de nossas almas e atropelem qualquer situação ruim. Se isso não for pedir muito, esta é minha cartinha para o Papai Noel. Boas festas, amigos!

Marcio Bariviera

Colunista do jornal O Alto Uruguai e gerente administrativo do União Frederiquense, ambos de Frederico Westphalen-RS, além de aficionado por futsal. 

Mais Artigos

    Aguarde, buscando...