Artigos / Marcio Bariviera

Emoção e visibilidade

12 de Novembro de 2018
Emoção e visibilidade

Foto: Liga Futsal

Dias atrás, assistindo a um jogo da Liga Nacional na TV, chamou a minha atenção o comentário de um internauta: “o futsal é muito mais emocionante que o futebol”.

Continuei vendo o jogo, mas aquela frase não saiu de minha cabeça, em primeiro lugar por concordar com ela e, em segundo, por imediatamente pensar que o assunto renderia uma crônica. Pois bem, cá estamos.

No futsal ninguém sai do ginásio antes do fim do jogo. Talvez no último segundo da partida o torcedor vai perder de ver um gol. Então, na dúvida, ele fica. Enquanto isso, no campo, descontente com um empatezinho morno, às vezes ele sai aos 40 do segundo tempo, mas é só entrar no carro que normalmente o gol da vitória acontece aos 46.

No futebol não há um jogo sequer que não tenha uma simulação de goleiro, que não surjam câimbras duvidosas e, dias atrás, em um jogo do Inter, para piorar, teve até um patético debate de 6 minutos entre o sexteto de arbitragem para definir um lance.

Às vezes a bola some no campo, algo que já está impregnado em nossa cultura e que vai ser difícil de extirpar. No futsal o cronômetro para e essa frescura já nasce morta. E se fôssemos nos estender e falar sobre mecânica de jogo, aí o futsal goleia. No futebol a gente não pode tomar uma cerveja, é proibido, os bons pagam pelos maus, como sempre. No futsal essa parte é mais justa.

E a zoeira? Falando da nossa realidade de interior, no campo a zoeira na maioria das vezes inexiste. Aliás, no campo, muitas vezes você vê 80, 100 pessoas nas arquibancadas. No salão, um ginásio com cem pessoas já faz um bom estrago em termos de barulho. Imagine com mil...

Enfim, está corretíssimo o internauta, em termos de emoção o futsal é bem superior ao seu irmão mais velho. Uma pena, ainda, é que sua visibilidade poderia ser bem mais aproveitada. Mas, não percamos a fé, daqui a pouco as coisas melhoram. Afinal, que graça teria viver sem esperança, não é mesmo?

Marcio Bariviera

Colunista do jornal O Alto Uruguai e gerente administrativo do União Frederiquense, ambos de Frederico Westphalen-RS, além de aficionado por futsal. 

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