Artigos / Marcio Bariviera

Sozinho não tem graça

06 de Novembro de 2018
Sozinho não tem graça

Foto: 123RF

Quem me conhece sabe que gosto de uma cervejinha. Socialmente, o que é saudável, diga-se de passagem. Não sou apreciador de bebidas destiladas ou doces, essas que sempre aparecem em formaturas e casamentos. Quando convidado, fico sempre com minha companheira oriunda da cevada.

Também não sou dos maiores fãs em beber sozinho. Sei lá, não tem graça. Eventualmente até faço isso em casa vendo o futebol da quarta-feira, mas aí o único com quem posso desabafar, reclamar do juiz ou do centroavante que perdeu um gol feito é comigo mesmo. Ainda bem que não sou bipolar. Pelo menos que eu saiba.

Bebendo sozinho você não tem com quem dividir absolutamente nada, seja falar de futsal, de música, de livros, do cotidiano e nem mesmo se pede a saideira. Sozinho a gente não pede a saideira, pede a última. E pedir a última soa esquisito. Tudo socialmente, vale repetir.

O futsal evoluiu muito e não é de hoje. A mudança de regras tornou o esporte mais rápido e atrativo de modo geral. Pena que ainda não tem a visibilidade que merece, mas, tenhamos fé, um dia a gente chega lá.

Se os clubes se unissem em ações de marketing e propriamente de televisionamento, seja por canal de TV ou internet, as coisas tenderiam a evoluir em termos de visibilidade, o que, automaticamente, atrairia investidores. O que precisa ficar entendido é que dentro de quadra é uma coisa e fora é outra. Vários dirigentes já defendem esse conceito, mas é necessário que a maioria compre essa ideia. E se houvesse unanimidade, melhor ainda.

Em resumo, sobra emoção, mas ainda falta maior abrangência de mídia ao futsal. Sim, temos a Liga Nacional, mas é muito pouco diante da alta demanda e grandes campeonatos que temos por todo o país. Aqui no RS, por exemplo, nossas três principais competições são de alto nível. E o que é melhor, as comunidades são apaixonadas. Basta analisar as mais diversas lives de Facebook. Isso precisa ser muito mais explorado. Campo há, basta haver união para, em seguida, executar as ações que deem retorno a todos.

Havendo parceria de verdade entre os clubes, a sensibilização lá fora também será maior. Caso contrário, se cada um pensar apenas em si, a tendência é que as coisas dificilmente evoluam, o que, convenhamos, não teria a mínima graça. Como beber sozinho, por exemplo.

Marcio Bariviera

Colunista do jornal O Alto Uruguai e gerente administrativo do União Frederiquense, ambos de Frederico Westphalen-RS, além de aficionado por futsal. 

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