Artigos / Marcelo Fripp

Conhecendo o Fripp que conheceu a bola pesada

06 de Março de 2019

De boas amantes do futsal!? Amantes não né, porque amante pode ser interpretado de uma forma um tanto pejorativa... vou reformular: De boas admiradores e apreciadores do bom e velho Futebol de Salão!? Eu tô legals, bem faceiro pelo convite do amigo Sandro em poder tá trocando uma ideia com todos os seguidores dessa preciosa página.

De legals que tô, que vou começar me apresentando: sou radialista e jornalista já há uns par de ano (minha mãe queria que eu fosse banqueiro ou contador, optei pela segunda – não me dei com a marcenaria, mas me identifiquei com contar histórias). Tão apaixonado e admirador do Futebol de Salão quanto todos daqui, acho que eu sim, sou amante do Futsal, já que saio muitas noites da semana de casa e gasto uns bons trocados pelo apreço e apego ao salonismo. Nasci em Palmeira das Missões, mas foi em uma pequena cidade ali perto, Condor, que me criei. Hoje trabalho e moro em Carazinho, Grupo Diário da Manhã e tenho acompanhado bem de perto a retomada futsal carazinhense como Meninos da Vila e por sequência a OMF. Sou pai de dois guris, um gosta muito de futsal (tem 8 anos) o outro só tem gosto pelo leite da mãe dele (tem 2 meses).

Mas bueno, quero contar pra vocês também um pouco de onde veio minha admiração pelo futebol da bola pesada, jogado em salão de baile. Tenho pra mim que aprendi a gostar desse futebolismo antes mesmo de nascer. Meu pai, professor de Educação Física, em meados da década de 1970, por canela dura que era, escolheu o banco de reservas e trabalhou como técnico em bons times que figuraram na região de PalmeiCity e Condor e até mesmo no Estado, cito aqui o time da Galeria Walter, que tinha como base de treino uma quadra de piso, sobre um terraço, entre a Avenida Independência e a Rua Pinheiro Machado, o time do Tertúlia de Condor, que fez a pequena cidade ser reconhecida para além de seus limites.

Mas deixa estar que meu contato com o Futebol de Salão veio um pouco depois, até mesmo porque nasci no final dos anos 70. Mas foi pelo meu pai e, tão logo, foi literalmente um contato. Professor Jorge (meu pai) foi o encarregado de preparar uma equipe de Condor para a inauguração do Ginásio Municipal da terrinha. O ano era 1985, eu recém havia completado 7 anos e andava pimpão e garboso por ter ingressado na escola. Os treinos aconteciam em uma quadra de piso bruto da então única escola que havia na Vila. Não haviam outras quadras e a ansiedade pela inauguração do ginasião era tamanha que não se pensava em outra coisa (uns pensavam e jogar bola, outros em fazder, afinal era um baita salãozão). 

No primeiro desses treinos, meu pai fez uma aposta com um dos mais veteranos do time (Miltinho, camisa 10, habilidoso e de um chute muito potente de pé esquerdo) em uma disputa de pênaltis. Não haviam redes nas goleiras (acho q hoje ainda não existem, apesar de a quadra ter se transformado também em um ginásio), e eu, muito chiclé, andava pisando os garrão do meu velho. Na primeira execução do tiro livre feito pelo Miltinho, não houve possibilidade de defesa, mas ninguém avisou que eu tinha que ter saído de trás da goleira. Conhecia ali a bola pesada do Futebol de Salão (há época, uma bola de quase três quilos, que não picava de tão pesada, nada semelhante ao instrumento esférico que conhecemos hoje). Conheci, então, o salonismo.

Os anos se passaram e colecionei muitas histórias no futsal. Umas tentando estar em quadra (mas puxei o papai, canela dura), outras em bancos de reserva (com algum êxito), mas, principalmente, com um microfone a beira de quadra. Em cada momento, fiz amigos, conheci pessoas, aprendi a admirá-las, outras nem tanto, mas em todos e com todas, vivenciei um futsal agregador, que unia comunidades, que soprava emoções (hora lágrimas, hora sorrisos, muitos sorrisos e êxtase). 

É este o futsal que aprendi a gostar. É este o futsal que aprendi a admirar. É deste futsal que quero falar e trocar resenhas com cada um que passar os olhos por aqui.

Semana que vem quero tá de volta. Trazendo mais lembranças pra que possamos fazer essa importante relação da história do futebol de salão para a formação deste esporte que tanto nos une e nos emociona. 

#VemComAGente! Upa grande, beijo no coração e que siga o baile, porque o salão é nosso!!!

Marcelo Fripp

Repórter do Grupo Diário da Manhã de Passo Fundo, setorista e apaixonado pelo o futsal. Nascido e criado onde o baile acontece em salão de tabuão e piso bruto.

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