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Roberto Andrighetti: Das chuteiras para o apito

02 de Março de 2019
Roberto Andrighetti: Das chuteiras para o apito

Foto: DivulgašŃo

Quando criança, todos sonham ser jogador de futebol. Maioria absoluta quer ser camisa 10, alguns outros querem a 9, quem quer a camisa 6?! Pois, é!! Roberto Andrighetti jogou com a 6 e se não bastasse, hoje é árbitro. Mas acreditem, ele não é maluco. Em uma prosa bacana e sincera, ele nos conta sua baita trajetória no esporte.

- Tudo começou em 1997, eu fui chamado pelo saudoso Chicão para jogar no Palmeirense. Foram três anos no clube, era maravilhoso jogar pelo time da cidade, mas chegou uma hora que não dava mais. Além do calendário ser curto e com isso o jogador ficava desempregado 3/4 do ano, em 99 a gente recebeu em rifa o que tinha para acerto. Aí complicou, saíamos para a rua vender rifa para receber o que tínhamos a haver. Desisti.

Já arbitrando jogos no Clube Guarita, Roberto resolveu ir adiante.

- Em 2002 realizei o curso da Federação Gaúcha de Futebol de Salão, fiquei apto para atuar, mas foi bem difícil nos primeiros anos. Haviam muitos árbitros e os novatos tiveram muita dificuldade para chegar até às quadras. Por seis, sete anos eu realizava a reciclagem e ficava ansioso pela oportunidade que não vinha.

Com o crescimento das competições de base, as oportunidades começaram a surgir.

- Em 2008 eu fui escalado e foram anos arbitrando jogos da base, são difíceis e exigem muito, a gurizada corre bastante e existe mais contato. 

Foram cinco anos em competições de base, até a primeira oportunidade na Série Prata.

- Não havia Série Bronze, foram alguns anos com apenas duas divisões e a estreia no adulto acabou sendo direto na Prata. Jogo em Tapejara entre ATF e América. Depois as coisas foram melhorando e em 2014 meu primeiro jogo pela Série Ouro, entre ADS e ASSAF em Sananduva. 2015 foi um grande ano e tive a oportunidade de trabalhar pela primeira vez em um jogo de equipe que joga a Liga Nacional, no caso o Atlântico.

Questionado sobre os melhores árbitros que atuou, Roberto definiu dois nomes, um do campo e um das quadras.

- No futsal é o Emerson Silveira dos Santos. Ele é muito bom, não apita sozinho. Muito humilde e competente. Nos gramados eu diria que o Carlos Simon. Atuamos juntos em Constantina e ele é um cara muito gente boa, além de um ícone para todos nós do apito.

Encerramos com uma curiosidade, que aconteceu na vizinha Panambi, em 2007.

- É bem curiosa essa história. O Nairon - árbitro - nos levou para o Municipal de Panambi (competição), enquanto a gente fardava, chegou um alemão de dois metros com a sacola da federação e tal, ficamos pensando quem seria o cara, bicho gigante. Beleza!! Fizemos o jogo juntos, era um tal de Anderson Daronco, veja só?!

Roberto reside em Palmeira das Missões, é casado e pai de duas meninas. Atualmente trabalha em Dois Irmãos das Missões, além de ser árbitro do quadro da FGFS.

 

Deive Gessinger

2013 - Toda Cancha
2015 - Toda Cancha e Rádio Palmeira
2016 - Esportche e Sucesso FM
2018 - Folha do Noroeste  e A Madrugada
2019 - Sucesso FM, A Madrugada e Esportche.

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