Artigos / Cleobio Bastos

Habemus Bigas

21 de Fevereiro de 2019

O ano de 2019 está começando esportivamente em todos os rincões do futsal brasileiro.

                Enquanto inicia no Brasil o período de pré-temporada das equipes brasileiras, vamos falar um pouco sobre a Seleção Brasileira e seus quatro grandes testes contra Portugal e Espanha, em janeiro.

    Obviamente por conta do calendário, a seleção for formada em quase sua totalidade por atletas de clubes europeus, que se encontram em meio de temporada, com condições físicas e técnicas plenas.

              Os adversários sem sombra de dúvidas compõem a nata do futsal da Europa. Nada mais do que o atual campeão europeu (Portugal) e uma seleção bicampeã mundial (Espanha). Testes de qualidade como há muito tempo não se via em amistosos da seleção brasileira de futsal.

                Com relação a convocação, diante de um período de “data FIFA” onde não se consegue um período de treinamento, o critério feito acabou obedecendo a formação de quartetos adaptados a um sistema específico de jogo e que normalmente atendia a atletas que jogavam juntos em seus clubes de origem. Tais ideias não poderiam ter melhor resultado: três vitórias e um empate nas quatro partidas realizadas.

                A postura da Seleção Brasileira nos quatro jogos no geral foi bastante linear. Uma equipe consistente taticamente, com volume de jogo bastante diverso, sobretudo por conta dos quartetos virem de um entrosamento das suas equipes, além de vermos (graças a Deus!!!) ações técnicas individuais, de muito talento, características bem brasileiras e que nós, salonistas, estávamos sentindo falta. Uma superioridade incontestável nos dois jogos contra Portugal, vencendo por 6x1 e 4x0. Nos jogos contra a Espanha, o primeiro jogo caracterizou pelo poder de reação dos jogadores brasileiros, empatando a partida após estarem perdendo por dois tentos a zero. Em contrapartida, no segundo encontro, tivemos os brasileiros tão quanto ou até mesmo mais concentrados e focados com relação ao jogo contra Portugal e foram superiores contra os espanhóis, fechando sua turnê europeia.

                Individualmente, tivemos inúmeros destaques. O quarteto formado por Dyego, Gadeia, Ferrão e Pito trouxe ao jogo muita força e talento, mostrando que é possível ter o jogo de contato que exige o futsal europeu e o talento do drible, do gol bonito, da habilidade do jogador brasileiro. Rodrigo, apesar de fisicamente estar em pré-temporada (atuando no Brasil), se destacou pela inteligência tática. Léo Santana, Daniel (atuou só no último jogo, devido a lesão do Léo), Marcel e Dieguinho também não decepcionaram, mantendo a intensidade ofesiva e também defensiva da Seleção.

Confesso, amigo(a) salonista, minha ansiedade em um bom rendimento da nossa seleção jogando em níveis de exigência bastante elevados e torci muito para que apresentassem um bom futsal e conseguiram superar minhas expectativas. Estamos a um ano e meio do mundial da Lituânia e tais apresentações em ginásios ibéricos levantaram a fumaça branca da confiança dos brasileiros a este belo trabalho feito por Marquinhos e Ferretti, mostrando que mesmo com a saída do melhor jogador de todos os tempos (para muitos), nossa seleção brasileira tem qualidade para no mínimo mais duas copas do mundo.

Por hoje, estou convicto de que: Habemus Bigas, ou na nossa linguagem mais simples: Temos Seleção!!

Saudações esportivas a todos e um Feliz ano Novo!!

Cleobio Bastos

Treinador de Futsal
Especialista em Administração e Marketing Esportivo. 
 

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