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Quem nŃo se comunica, se trumbica.

25 de Fevereiro de 2019
Quem nŃo se comunica, se trumbica.

Foto: Alessandra Formagini

"Quem não se comunica, se trumbica!". As palavras eternizadas pelo grande comunicador Chacrinha na tela da televisão ainda fazem todo o sentido, inclusive no nosso esporte. Enquanto o futsal se encaminha – a passos lentos - para a profissionalização, em todos os seus setores, a comunicação também pede espaço para contribuir com o crescimento da modalidade. (E pode contribuir muito!)

Se de um lado é possível perceber o aumento do número de pessoas envolvidas no futsal, de outro não é possível esconder nestas linhas que o esforço para o fazer ainda é hercúleo em grande parte das cidades. Então como é possível pensar em se comunicar se mal se tem estrutura para pôr em quadra cinco titulares e um técnico à beira dela? 

É neste momento que a comunicação ajuda a traçar a linha entre apenas jogar futsal e fazer futsal – com perspectivas maiores e estruturadas. Há um peso na busca por ter um time (e ser sustentável financeiramente). Há outro, bem maior, na busca por ter o futsal como parte de uma comunidade. Neste segundo, a comunicação é essencial.

É no trabalho de divulgação, seja na imprensa ou nas redes sociais, que acontece esse estreitamento de laços. Não como uma ação isolada, mas como processo contínuo, a comunicação dá uma noção de aproximação, de conhecimento e de pertencimento. É a chave que abre a comunidade para abraçar a modalidade, inclusive quem não a conhece de perto. 

O time deixa de ser algo fechado a poucos, apenas com a participação em alguns jogos e a prestação de contas aos seus apoiadores. E se eleva a um projeto que envolve torcedores, apoiadores e famílias. A noção de saber o que está acontecendo respinga na comunidade a sensação dele ser importante no processo (E ela é!). Desperta a vontade de “vestir a camisa”. Afinal, ninguém investe em algo que não conhece ou não sabe o que está acontecendo.

Alessandra Formagini

Jornalista formada pela Universidade de Passo Fundo (UPF) e natural de Marau/RS. Assessora de comunicação da Associação Marauense de Futsal – AMF, editora do JM/Jornal de Marau e produtora na Vang FM.

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